*Susan Neiman entende que a filosofia dos séculos XVIII e XIX foi guiada pelo problema do mal;
*A distinção entre mal natural (como o que acontece sem o concurso humano, como no caso de terramotos) e mal moral (aquele no qual o humano é decisivo para que o mal aconteça) desenvolveu-se no decurso deste debate (e, olhando agora, o que distingue, de forma abismal, Lisboa de Auschwitz);
*Do Iluminismo até ao presente, dois tipos de perspectiva, independentemente do tipo de mal em causa: de Rousseau a Hannah Arendt, a posição de que a moral nos obriga a tornar o mal inteligível; de Voltaire a Jean Améry, a noção de que a moralidade nos obriga a não o fazer. Susan Neiman simpatiza, sobretudo, com o primeiro destes dois pontos de vista.