Na esteira de José Pedro Castanheira, Medeiros Ferreira, em Memórias anotadas, aceita caracterizar a sua relação com João Bosco Mota Amaral como "amizade competitiva". Caracteriza o ex-Presidente do Governo Regional dos Açores como "o melhor aluno do liceu". De si mesmo, refere-se a alguém (que tendo sido mimado é) auto-confiante, com um pai a tender para o autoritário, ligado a forças de segurança, esperando para os filhos uma carreira militar - "ao menos podias ir para Direito", dirá ao filho, face à decisão deste de ir para Letras. E que tendo uma liderança natural - aos 34 anos, ministro dos Negócios Estrangeiros, o mais jovem dos estados-membros da ONU, era popular, mas almejava o reconhecimento enquanto estudante, o que não era, claramente, um adquirido, mas, em boa medida, compensado, tal desejo, pelas excelentes notas nos Exames nacionais (com a excepção do latim). Desde cedo, escreveu nos jornais e fez crónica cinematográfica.
"Ninguém escolhe o país em que nasce: mas decidir ficar é um acto de amor. E de vontade de reinventar novos futuros", Adriano Moreira, 'Da Utopia à fronteira da pobreza'
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quinta-feira, 20 de abril de 2017
Vidas (II)
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