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sábado, 29 de dezembro de 2018

1989


Um ano cheio - 1989

Fevereiro: início das negociações entre o Governo comunista polaco e o Solidariedade que levaram à liberdade dos sindicatos e à marcação de eleições para dali a quatro meses; colocados em órbita os primeiros 24 satélites de GPS pelo Departamento de Defesa americano, revolucionando a navegação em terra e no mar.

Maio: a Hungria desmontou as cercas de arame farpado e desligou os alarmes na fronteira com a Áustria. A lei que permitia o casamento entre pessoas do mesmo sexo é aprovada no Parlamento Dinamarquês. Nesta altura, apenas 25% da população dinamarquesa se opunha à legalização do então chamado casamento homossexual.

Junho: no dia 3 deste mês, morre o Ayatollah Khomeini, líder da revolução iraniana. A 4 de Junho, deu-se o massacre de Tiananmen. Neste mês, uma multidão de 900 artistas e fãs de Robert Mapplethorpe reúne-se junto da Galeria Corcoran, em Washington. O artista morrera em Março, e acabara de ser cancelada uma grande exposição que incluía várias fotografias homo-eróticas e sexualmente explícitas.

De todos estes acontecimentos, o "rasgão" na Cortina de Ferro, por iniciativa do primeiro-ministro Miklós Németh, iria ser seguido com mais atenção e visto como um prenúncio à queda do Muro de Berlim, escassos seis meses depois. (...) É na Hungria que, um mês antes de centenas de pessoas começarem a escalar e a demolir o Muro de Berlim [Novembro], surgem notícias do fim do marxismo-leninismo - a 10 de Outubro, dissolve-se o Partido Comunista, dando o exemplo na Europa do Leste.

A partir do trabalho de Rosa Ruela, 1989. A história não acabou, Visão, 27-12-2018, pp.30-33.

sábado, 5 de agosto de 2017

Ingenuidades perdidas


Em 1989, quando o aiatola Khomeini decretou uma fatwa contra Salman Rushdie, o editor americano deste perguntou: o que é uma fatwa