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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Quem é o eleitor-tipo de Jair Bolsonaro?



2.As duas mais recentes sondagens para as Presidenciais do Brasil confirmam todas as tendências que vinham já dos estudos de opinião conhecidos na semana passada, esclarecendo a grande questão desta campanha: iriam os eleitores de Lula, destacadíssimo nas sondagens, seguir o seu endosso para o número dois da lista, Fernando Haddad? A resposta, em boa media, é sim; pelo menos, houve a suficiente transferência de intenções de votos de Lula para Haddad de modo a este ser já o virtual opositor de Jair Bolsonaro na segunda volta. 
Ciro Gomes consegue segurar o eleitorado que conquistou meritoriamente, mas não consegue subir desde há uma semana (e nos últimos dias, acabou por mostrar uma face que não se vira no resto da campanha, quando empurrou um jornalista, e o insultou, quando recebeu uma pergunta provocatória), Alckmin vai sair da campanha sem nela nunca ter entrado, Marina Silva perde votos a cada dia que passa. 
Para a segunda volta, as incógnitas - que parecem desfeitas face ao primeiro turno, mas que, de qualquer forma, numas eleições com mil e uma peripécias e reviravoltas não pode garantir-se como definitivamente encerradas - mantém-se nas sondagens, quer pelo empate técnico entre os candidatos Haddad e Bolsonaro, quer porque a taxa de rejeição deste último é apenas ligeiramente mais elevada do que a do candidato do PT, quer, ainda, porque Bolsonaro vai recuperando entre o eleitorado feminino.

sábado, 15 de setembro de 2018

Uma revelação



Já há uns anos que não via um político que se mostrasse tão talentoso na scientia e na ars política, como o que tenho observado nesta campanha para as Presidenciais brasileiras em Ciro Gomes. Apesar de este ter desempenhado vários cargos políticos ao longo de décadas, não o conhecia bem. Na exposição a que agora está obrigado, Ciro mostrou, a dois tempos, uma grande capacidade de articulação e preparação - um programa detalhado, preparado com grande antecedência, formulado, também, com base em experiência comparada, trabalho de mais de um ano com especialistas -, substância política pela qual se impôs para além do que seria o seu "tecto" ("natural") nas sondagens, e depois, já com um candidato do PT definido, e disputando, em boa media, o mesmo eleitorado, sendo sibilino, florentino no que disse e como disse sobre ele e respectivo partido, poupando Lula em simultâneo, conhecido o apoio popular que as sondagens exibiam ao ex-Presidente (isto na entrevista colectiva dada esta semana, a diversos órgãos de comunicação social, entre os quais a revista Época). A mais recente sondagem, que tem menos de 24 horas, da Datafolha, indica uma subida muito considerável de Haddad (na casa dos 4%); ao mesmo tempo confirma a descida de Marina Silva já indiciada em sondagens anteriores e o acréscimo de Bolsonaro após o esfaqueamento, ainda assim sem passar aqui dos 26% na primeira volta) e, muito provavelmente, a indicação definitiva de apoio de Lula, na semana passada, poderá fazer com que o candidato deste partido passe à segunda volta.  Mas o que fica, até agora, é uma feroz disputa, uma luta dada com grande capacidade estratégica e táctica por banda do candidato do PDT - que pretende situar-se a meio caminho entre o PT e o PSDB. 
Na rádio Jovem Pan, os comentários costumam situar-se, com clareza, à direita, pelo que partindo desse pressuposto, vale a pena escutar, no vídeo acima (que tem dois dias), a aula sobre "a aula de Ciro" (dada na passada quarta-feira). 

quarta-feira, 16 de março de 2016

Fuga para a frente


A aceitação de um cargo ministerial, por parte de Lula da Silva, no governo de Dilma Roussef, constitui uma espécie de confissão de culpa antecipada, fomenta a ideia de que vale tudo (para procurar evitar a justiça), leva a um descrédito completo a já de si famigerada aura da política - depois de anos em que Lula teve um reconhecimento internacional pelas políticas de combate à pobreza, mesmo se embalado e/ou prosseguindo - aspectos estes controvertidos e sujeitos a interpretações diversas - políticas do seu antecessor, Henrique Cardoso.


P.S.: a noção de decadência, também passa por isto: estas últimas escutas vindas a público, no Brasil, pelo que li nos jornais brasileiros (on line), implicam, por corrupção também, além de mais membros do PT, o líder do PSDB que concorreu às últimas eleições, Aécio Neves. Isto, depois de Fernando Henrique Cardoso, que teve anos a fio uma amante, ter sido acusado, há poucas semanas, por esta, de lhe ter pago a partir do erário público. Ele já tinha reconhecido a relação há muito, concedeu que entregava dinheiro à senhora, mas não do erário público.