Mostrar mensagens com a etiqueta Maria do Céu Patrão Neves. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Maria do Céu Patrão Neves. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

O populismo como ameaça...


É verdade que o populismo, assente numa visão homogénea e monolítica do povo e da sua vontade, está em estado de guerra contra os representantes do poder estabelecido (vistos fundamentalmente como inimigos e não apenas como rivais) e contra um «outro» grupo (cuja composição varia de acordo com cada movimento). Naturalmente, ao rejeitar, ao mesmo tempo, formas tradicionais de mediação e intermediação que «sufocam a voz do povo», o populismo pode, uma vez feito regime, ou seja, uma vez conquistadas as rédeas do poder, abalroar princípios sacrossantos do Estado liberal, como os direitos individuais, os direitos de minorias e o próprio pluralismo político (que, naturalmente, se enfraquece no interior de uma visão demasiado fechada e delimitada de povo).

José Pedro Zúquete, Populismo, in Maria do Céu Patrão Neves, António Costa Pinto e Luís de Sousa (coord.), Ética Aplicada. Política, Edições 70, 2018, pp.120-121. 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Promessas eleitorais - taxas de cumprimento


A ligação entre o conceito de confiança política e o de promessa eleitoral - este último trabalhado por Belchior - converge num sentido de reforço negativo em termos de desconfiança do sistema político democrático. De acordo com Belchior, à luz do projecto «Agenda Setting em Portugal numa Perspectiva Comparada: A Legislação, as Promessas Partidárias, a Opinião Pública e os Media», centrado no período entre 1995 e 2015, os governos [portugueses] cumpriram, em média, cerca de 60% das promessas escritas nos programas eleitorais, tendência em linha com os demais países europeus.

Paula do Espírito Santo, Sistema político e sistemas eleitorais: importância das sondagens e dos media, in Maria do Céu Patrão Neves, António Costa Pinto e Luís de Sousa (coord.), Ética Aplicada. Política, Edições 70, 2018, pp.328-329.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Quem é (o) sábio (?)


Nisso, Sócrates mantinha-se fiel a uma velha tradição grega, que reservava o nome de sábio, não só para aqueles homens dotados de grandes conhecimentos teóricos, mas também (e, muitas vezes, sobretudo) para os que sabiam aconselhar os outros na difícil arte de viver.

Carlos Morujão, Racionalidade prática, in Ética. Dos fundamentos às práticas, coord. Maria do Céu Patrão Neves, Edições 70, p.64

domingo, 10 de julho de 2016