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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Quem é o eleitor-tipo de Jair Bolsonaro?



2.As duas mais recentes sondagens para as Presidenciais do Brasil confirmam todas as tendências que vinham já dos estudos de opinião conhecidos na semana passada, esclarecendo a grande questão desta campanha: iriam os eleitores de Lula, destacadíssimo nas sondagens, seguir o seu endosso para o número dois da lista, Fernando Haddad? A resposta, em boa media, é sim; pelo menos, houve a suficiente transferência de intenções de votos de Lula para Haddad de modo a este ser já o virtual opositor de Jair Bolsonaro na segunda volta. 
Ciro Gomes consegue segurar o eleitorado que conquistou meritoriamente, mas não consegue subir desde há uma semana (e nos últimos dias, acabou por mostrar uma face que não se vira no resto da campanha, quando empurrou um jornalista, e o insultou, quando recebeu uma pergunta provocatória), Alckmin vai sair da campanha sem nela nunca ter entrado, Marina Silva perde votos a cada dia que passa. 
Para a segunda volta, as incógnitas - que parecem desfeitas face ao primeiro turno, mas que, de qualquer forma, numas eleições com mil e uma peripécias e reviravoltas não pode garantir-se como definitivamente encerradas - mantém-se nas sondagens, quer pelo empate técnico entre os candidatos Haddad e Bolsonaro, quer porque a taxa de rejeição deste último é apenas ligeiramente mais elevada do que a do candidato do PT, quer, ainda, porque Bolsonaro vai recuperando entre o eleitorado feminino.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Continuando a ouvi-los


Da entrevista (com duas partes) que Sampaio da Nóvoa deu, esta semana, ao Público três sublinhados essenciais: i) a candidatura do ex-Reitor, considera agora o próprio, ficou situada numa complexa zona cinzenta, entre não ser de partidos e não ser contra os partidos (por um lado, pode curar-se de uma certa hipocrisia ou cinismo do sistema político e mediático em torno das candidaturas independentes: uma retórica assente na necessidade de alargar o campo de participação cívico-política, mas sempre que este surge fácil se torna acusar uma candidatura de ser populista e anti-partidos - e, neste caso concreto, diga-se que Sampaio da Nóvoa evitou cair na demagogia que tinha sido a marca de Fernando Nobre, ou, noutro contexto, de Marinho e Pinto, e sempre realçou a centralidade dos partidos em democracia; diferentemente, já a sua independência, muito encostada ao PS, tornava difícil esse situar-se entre uma independência de jure, uma promessa de facto (de apoio, por parte de António Costa) e a emergência de uma parte do PS mais alinhada com o segurismo que fez com que a ambiguidade se tornasse especialmente dura (na medida em que o gato com o rabo de fora, afinal em parte já não o era, com um PS um tanto dividido; se é que, em todo o caso, algum dia apoiaria Sampaio da Nóvoa de alma e coração); ii) Nóvoa faz notar que aqueles que se entusiasmam (ou entusiasmarem excessivamente) quando o pêndulo presidencial se encontra mais próximo do seu, terão, depois, mais dificuldades em afirmar coerência nos elogios, em caso do "pêndulo mudar"; iii) o candidato às presidenciais de 2015, em uma entrevista com indiscutível honestidade intelectual e sentido auto-crítico - muito raro em política, mostrando elevação -, Sampaio da Nóvoa reconhece os galões a Marcelo na cena internacional considerando-a muito importante e assumindo que não estaria nas mesmas condições, nem teria o mesmo traquejo, para a enfrentar (vindicando, de alguma forma,  o que o actual Presidente da República garantia na sua mais recente entrevista televisiva, a saber, que foi necessário, no plano internacional, intervir seriamente para explicar como todos os compromissos do Estado português e suas opções estruturantes seriam cumpridos; por outro lado, e em se elencando esta como uma prioridade, como fez Nóvoa, alguma candura em se reconhecer menos preparado para uma das incumbências fundamentais do cargo, em especial nestes tempos).

domingo, 17 de janeiro de 2016

Primárias


Se, no campo político do PS, Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém disputam uma espécie de primárias para uma eventual apoio do Partido Socialista numa hipotética segunda volta das Presidenciais, já a ideia de primárias selectivas (seleccionadoras) para (futuro) Secretário-Geral do PCP - como alguma imprensa observa as candidaturas oriundas no PCP às Presidenciais - não permitirão, por certo, a Edgar Silva pensar em, a prazo, assumir a liderança do seu partido. A campanha foi fraquinha, muito demagógica, metendo todas as causas e promessas ao barulho, mesmo as mais alheias às funções presidenciais, confundindo o relevante com o acessório - no mesmo dia, por exemplo, a reivindicação do fim das portagens no Algarve e a regionalização (sem referendo). Com uma estética comicieira bastante datada, numa espécie de concurso pela (melhor) indignação, num tom milenarista (perdendo, aliás, com isso, autenticidade).

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Presidenciais


A pergunta que se impunha a José Alberto Carvalho, na noite televisiva de ontem, era, claramente, esta: "Tendo o Professor Marcelo Rebelo de Sousa defendido uma única candidatura de direita às presidenciais, caso Rui Rio decida avançar, antes do Verão, pondera o Professor abdicar de uma eventual candidatura (sua)?".

Pessoalmente, fiquei surpreendido com a notícia do Expresso, deste fim-de-semana, que dava conta do avanço de Marcelo, mesmo com Rio no terreno (estava em crer que não seriam compatíveis, que ocupariam, em parte, o mesmo eleitorado, que Marcelo não avançaria com Rio na estrada; diferentemente, supunha, como suponho, Santana Lopes candidato, seja com Marcelo, seja com Rio).

Francisco Pinto Balsemão viu bem quando, falando para o partido de que é fundador, advertiu que não devia deixar-se, este, enredar em discussões idênticas àquelas a que se assistiu no PS. Dito de outro modo, uma candidatura de Rio que fracture o PSD - entre os que desejam o ex-edil portuense para PR e aqueles que preferem Marcelo - seria, certamente, o desejado no PS. Rui Rio é, assim, num certo sentido, a grande esperança do PS (para que as divisões internas, com as presidenciais, neste partido, não sejam as únicas a suceder e, desse modo, eventuais efeitos nas legislativas sejam, deste modo contrabalançados, com outras fracturas, mesmo que não tão expressivas; Rio, em qualquer caso, melhor recebido, no PSD, do que Sampaio da Nóvoa no PS; mais fácil, pois, de impor disciplina no caso laranja do que no rosa; tal não suprime, em todo o caso, a discordância).

sábado, 29 de março de 2014

A entrevista de Durão Barroso - a táctica


Claro: quando Barroso diz que “o meu partido é Portugal”, fiz tudo para aliviar as condições de ajustamento, “estive uma hora ao telefone com a srª Merkel” para conseguir a baixa de juros e o adiamento dos prazos, fico muito mal emocionalmente quando vejo o nosso país assim, compreendo o jogo do governo e da oposição, mas já estou acima disso é natural que se veja, para utilizar a expressão do Prof. Marcelo – cujos comentários à entrevista que hoje passou na sic notícias são aguardados com expectativa -, um “fazer-se ao piso”.
Em todo o caso, se a sugestão para pelo menos os três principais partidos apoiarem um único candidato à Presidência da República tinha, afinal, como alvo do dito consenso a formar, o próprio Durão Barroso, parece-me muito difícil ter êxito, isto é, que o PS esteja, de algum modo, disposto a não apresentar qualquer candidatura em favor do presidente cessante da Comissão Europeia.

Em todo o caso, se a perspectiva acerca das presidenciais exposta por Manuel Maria Carrilho obtivesse comum vencimento – a saber, só dois candidatos poderiam reunir consistência internacional, determinante, para Portugal, neste instante: António Guterres e Durão Barroso -, então, em caso de abdicação por parte de Guterres, restaria Barroso e, na lógica apresentada pelo ex-ministro da Cultura, seria o único a preencher os requisitos para o cargo no actual momento histórico. Falta ao ex-PM português convencer, entre várias outras coisas, os seus concidadãos, mesmo no interior desta tese, como o seu reconhecimento internacional valeu mesmo aos portugueses. A entrevista, ao nível das presidenciais, deixou tudo em aberto; falta continuar a seguir sondagens sobre a matéria e conhecer potenciais adversários, para Barroso se decidir.


domingo, 19 de janeiro de 2014

O bom atestado


Marcelo Rebelo de Sousa, a julgar pelos excertos e interpretação dos mesmos (interpretação, que, como sabemos, infelizmente, tende a não assentar, apenas, no juízo do próprio jornalista e, não raro, lhe é soprada pela gente dos partidos que fornece a notícia), da moção de Passos Coelho, no caminho para novo mandato na liderança do PSD, dados a conhecer pelos jornais do fim-de-semana, é zurzido e deixado sem apoio do PSD em uma eventual candidatura à Presidência da República. A acusação principal feita pelo líder do PSD: “declarações erráticas”, “catavento de opiniões”.
Se, por um lado, bastaria recorrermos a alguns vídeos que compilam afirmações/promessas do candidato Passos Coelho, antes das últimas legislativas, para compreendermos, face ao que têm sido as suas políticas, o pudor que deveria ser observado durante um significativo período de nojo na utilização, face a outros, e como arma de arremesso, de expressões como “catavento de opiniões”; por outro, sabemos, por exemplo, o que é, para a liderança deste governo, um percurso não errático: José Luís Arnaut, poderia personifica-lo, tendo estado em todas as privatizações, sempre a direito, portanto.
Raramente Marcelo Rebelo de Sousa terá recebido tão bom atestado, dada a proveniência do mesmo.


sábado, 26 de outubro de 2013

Prognóstico de fim-de-semana



António Costa é peremptório, na Quadratura: Santana Lopes será o candidato da direita, nas próximas presidenciais. “Os outros têm medo”. Os “outros”, supõe-se, são, naturalmente, Marcelo e Barroso. E o “medo”, volta a conjecturar-se, é o de uma possível, ou provável, derrota. Aqui fica um prognóstico, antes do jogo, da minha interpretação das diferentes intervenções que Marcelo tem tido sobre o tema: se o único candidato perfilado, à direita, numa espécie de primárias, for Pedro Santana Lopes, Marcelo estará disponível, para surpresa de muitos, para um ‘último duelo’ à luz do Sol. Esperemos.