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sábado, 30 de setembro de 2017

Autárquicas (II)


Não sei se alguma vez algum país experimentou proibir jogos de futebol. Mas sei que, na Austrália, por exemplo, decidiram fechar os bares nos dias das eleições e que a medida parece ter surtido efeito.

Jason Brennan, entrevistado por Sara Belo Luís, Visão, nº1282, de 20-09 a 4-10-2017, p.13

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Guia para a noite eleitoral (de Vila Real)


Revendo os gráficos das últimas duas eleições autárquicas no concelho de Vila Real, como intróito para a avaliação de 1 de Outubro:

2013: votaram 30 mil pessoas (60% dos inscritos nos cadernos eleitorais)

*Diferença de 541 votos entre PS e PSD (13467 vs 12926 votos; 44% vs 42,23%)
*PS ganha mais de 2500 votos face a 4 anos antes
*PSD perde 2900 votos face às autárquicas 2009
*Possível (muito provável) transferência de votos do PSD para o PS
*O CDS perdeu 301 votos em 2013 face a 2009 (1482 votos; 4,84%)
*BE desce 297 votos, cerca de 1/3, em 4 anos (612 votos; 2%)
*O PCP perde 46 votos em 4 anos (730 votos; 2,39%)
*Todos os partidos, portanto, em 2013, perdem votos, na eleição para a Câmara Municipal, com excepção do PS
*Há mais votos brancos que votos no PCP e BE
*Há mais votos nulos que no BE
*Estes dois últimos dados são bastante curiosos e relevantes do ponto de vista cultural/sociológico
*A abstenção aumentou cerca de 3% em 4 anos

*Pode especular-se, não sem razoabilidade, creio, que num contexto de forte bipolarização, no concelho, além de transferência direta de votos do PSD para o PS, este último conseguiu captar votos que os restantes partidos perderam, sendo que os restantes votos terão ido para (engrossar) a abstenção

P.S: Nos debates pré-eleitorais fiquei a saber que 50 contribuintes que pagam IMI pagam 18% da receita deste imposto apurada no concelho e que, a crer no que disseram os candidatos dos dois partidos com maior implantação no concelho, o famigerado Hotel do Parque irá mesmo ser intervencionado (mesmo que para ser demolido em parte, pelo menos, em uma das soluções apresentadas) nos próximos quatro anos.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Autárquicas: debates e entrevistas


Fica aqui o debate entre os candidatos à presidência da Câmara Municipal de Vila Real, que, há dois dias, passou, em directo, na Antena1, a partir dos estúdios da RDP, na capital transmontana. Isto, numa semana em que o candidato do CDS/PP, Jorge Pinho, deu, à universidadefm, uma entrevista que se constituiu como aquela que foi, a meu ver, a mais articulada e bem sistematizada das diferentes intervenções públicas, sobre o concelho, que os vários candidatos têm produzido, durante este período pré-eleitoral. Finalmente, um candidato a) apresentou uma visão de conjunto sobre a cidade (que significa, bem entendido, integrá-la em um eixo/escala que a supera/onde se integra e tal ficou bem perspectivado); b) demonstrou um conhecimento pormenorizado dos dossiers (Bairro Norad, Calvário, Piscinas Municipais, Zona Industrial, Corridas Automobilísticas, contratualização associativa/cultural, etc.); c) foi muito certeiro - e o que disse corresponde exactamente à verdade, no que concerne ao descrito sobre o eventual parceiro, em sede de Assembleia Municipal, no que a posicionamentos deste diz respeito - na explicação da recusa de uma coligação (pelo não à AD, a nível local); d) liderança demonstrada, na inteligente partilha de louros - das pequenas vitórias na Assembleia Municipal - com outros membros da sua equipa que preparam os dossiers sectoriais.
Se, a nível nacional, ao longo dos anos, o CDS/PP já foi tudo e o seu contrário, encontrando, sempre, nichos a quem se dirigia a cada campanha eleitoral - e nichos, aliás, sempre diversos uns dos outros, a cada novo acto eleitoral - e se, nada menos, participa de um governo que tem protagonizado/produzido um conjunto de medidas nefastas (nomeadamente, para os sectores mais desprotegidos da população) e com um posicionamento ideológico bastante extremado, justo é reconhecer, em Vila Real, o trabalho sério, de formiga, muito empenhado, com estudo, que Jorge Pinho tem conseguido mobilizar e liderar, sendo que, para quem acompanha as Assembleias Municipais, o escrutínio produzido - o poder deve ser serviço, mas nem sempre isso é interiorizado pelo dito poder, sendo necessária uma contundência democrática que vá além do salamaleque de quem se encontra diariamente nos mesmos locais, em cidade pequena; neste sentido, houve aqui um furar de uma espécie de bloqueio, a que atribuo particular importância - e as propostas apresentadas pelo seu (pequeno) grupo parlamentar têm contribuído, inequivocamente, não apenas para uma melhor oposição e, com ela, melhor democracia (local), mas, bem mais, fornecido soluções para que Vila Real possa ser um concelho que venha a garantir maiores/melhores oportunidades - e qualidade de vida - aos seus habitantes.
Se, não raramente, se tende a olhar, em exclusivo, para os aspectos negativos e/ou pitorescos nas campanhas eleitorais - mormente, em eleições locais, onde, efectivamente, não faltam motivos para identificar um certo folclore -, deve, por uma questão de justiça, relevar-se quem se dedica, dentro das competências adstritas a uma autarquia - a uma Assembleia Municipal -, com inteligência e trabalho (concreto), a beneficiar os demais cidadãos.
Neste período pré-eleitoral, já, neste blog, se destacou o contributo, ao longo de anos e de diferentes mandatos de José João Bianchi como deputado municipal e, sem preocupação de ecletismo, mas, igualmente, sem entrincheiramento sectário, agora se sublinha, nas suas diferenças e por motivos diversos, é certo, o aporte credível que constituiu a consistente intervenção de Jorge Pinho no último mandato - aquele em que foi eleito - e sua participação na actual (pré) campanha eleitoral.


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Pub: seguir as autárquicas, no Porto Canal






Uma hora, diária, de jornal de campanha autárquica – hoje, o concelho de Viana do Castelo mereceu especial atenção. A recuperação das ideias fortes de candidatos autárquicos, em diversos concelhos do país, em entrevista, horas antes, no mesmo canal – hoje, o entrevistado foi Carlos Abreu Amorim, como se sabe, candidato PSD a Gaia.
Um comentador, diferente, diariamente, em estúdio – hoje, Coutinho Ribeiro.
Uma mesa redonda, com jornalistas e pessoas ligadas a movimentos sociais dos/nos concelhos sobre os quais incidirá a atenção mais detida em cada dia – hoje, Ivone Marques, jornalista de uma rádio local de Viana do Castelo e Jorge Teixeira que, entre outras coisas, “faz parte de um movimento anti-portagens” (na mesma localidade).
O acompanhamento, todos os dias, da campanha na ‘segunda cidade’ do país – hoje, fiquei a saber que Luís Filipe Menezes propõe uma tarde sem aulas, e só dedicada à cultura, para os alunos do Básico – ópera, ballett, etc. -, à semelhança do que sucede em outros países cultural e economicamente mais avançados que o português – naquilo que me pareceu uma excelente proposta; da mesma maneira que um conjunto de actuações  de Menezes, já, neste blog, suscitaram censura, à vontade estou para elogiar o que me parece digno de encómio; e não me parece que esta proposta de Menezes seja coisa de somenos, mais ou menos irrelevante; a principal preocupação do candidato do BE, José Soeiro parece ser, nesta altura, a construção de um parque de campismo na cidade; Rui Moreira propõe um fundo social, de 2 milhões de euros, para distribuir pelas IPSS, no combate à exclusão social (faltando detalhar o modo de constituição do fundo, o porquê de serem dois milhões, etc.). Manuel Pizarro parece centrar a sua campanha nos chamados bairros sociais.
Comentário, análise, debate.
Justificando a existência de um canal regional, oferecendo informação que não é possível beber em outras fontes.
Quando as demais televisões parecem alheadas/desinteressadas das eleições autárquicas; quando, ao que parece, em nenhum outro canal, para já, existirão debates autárquicos agendados; sendo, demasiadas vezes, escassa a informação que vá além de generalidades, para os cidadãos poderem decidir em consciência é particularmente importante este verdadeiro serviço público prestado pelo Porto Canal.

Que, de resto, agendou, entre os candidatos às Câmaras Municipais de Porto (12/09), Gaia (10/09) e Matosinhos (05/09) três debates televisivos. Segundo o Expresso, prosseguem negociações para que os concelhos de Aveiro, Braga, Santa Maria da Feira ou Vila Real venham, igualmente, a beneficiar de tais discussões. Esperemos que os candidatos ao meu concelho não se furtem, pois, a este escrutínio democrático.


domingo, 16 de dezembro de 2012

Autárquicas, Vila Real


Oficialmente escolhido pelo PS como (re)candidato à Câmara Municipal de Vila Real, Rui Santos deu esta semana, nessa condição, a sua primeira entrevista, à rádio universidadefm. Como cidadão interessado, eleitor vilarealense, escutei com atenção. E, sobre o que foi dito, naquela hora e um quarto de terça-feira (11/12/12), gostaria de fazer um conjunto de anotações:


1-      Um dos problemas que mais interpela, hoje, a política, no discurso com que tantas vezes se apresenta, prende-se com a fragmentaridade com que enuncia um leque de questões, que não surgem articuladas face a uma finalidade expressa e desenvolvida (detalhada), em razão de um posicionamento acerca da sociedade, para que se perceba se os meios/instrumentos elencados fazem, ou não, sentido (no âmbito do acervo doutrinário/programático em que se situa). A ausência de uma verdadeira narrativa – política/meta-política – e o modo disperso com que se aborda todo e qualquer problema não permite que a conversa na polis tenha um fio condutor perceptível capaz de envolver, plenamente, o cidadão. O discurso sobre a cidade tem que ser mais do que a soma das pequenas/grandes questões com que, de modo fragmentário, o político é confrontado. A capacidade de configuração da política passa muito, também, a meu ver, por este (aturado) trabalho.

2-      Se, sem um outro pano de fundo, principiamos por nos deter, com pormenor técnico para iniciados, nas questões dos resíduos, das águas, nas teias ínfimas conexas, então entraremos/estaremos já, de facto, centrados/rendidos/enredados em específicos «jogos de linguagem», que tendem, em realidade, a ser «incomensuráveis entre si» (Rorty). A política, tendo de ter um indiscutível suporte técnico, não pode confundir-se com uma técnica, nem deixar-se submergir por um canto de sereia que a pretenda confinar aí.

3-      A afirmação, bastas vezes reiterada, durante a entrevista - para fazer, agora, aqui, um ponto puramente político - de que se trata de uma “candidatura natural”; a necessidade, tantas vezes repetida, da afirmação dessa “naturalidade” não deixa, em verdade, de denunciar, justamente, aquilo que todos os que acompanham, com (um mínimo de) interesse, a vida política (de Vila Real, em concreto, também) não puderam deixar de registar: a “naturalidade” da candidatura foi, com toda a “naturalidade” e legitimidade, aliás, disputada.

4-      Um outro ponto muito relevante, em minha opinião, prende-se com algo que é dito – e tantas vezes corroborado neste blog - para o âmbito nacional, mas que importa, igualmente, integrar no plano local: a existência/ausência de estudo – e estudo sério – por parte dos partidos (e, porque não, dos putativos think tank) sobre as mais variadas questões da vida em comum. Trata-se de perceber o melhor modo de organização colectiva, de alocação de recursos, de compreender, por exemplo, se o dinheiro público atribuído aos partidos é a) bem gasto por estes (i.é, ao serviço do bem comum), b) se as verbas atribuídas são suficientes. Porque, evidentemente, esse estudo – com as vidas profissionais de cada um, e com os custos que, de per se, tal estudo ou estudos, envolve – exige pensar nos recursos disponíveis (e exige que não haja a demagogia que costuma levar a que, depois, sem os papers prévios, as opções tomadas sejam muito menos conscientes e envolvam prejuízos bem maiores para a comunidade).

5-      Que eu tenha notado, e certamente com inúmeras razões válidas e diversas para que tal aconteça, o eleitor que vote na lista encabeçada por Rui Santos – tal como, muito provavelmente, o eleitor que vote em qualquer outra lista, em muitos dos assuntos de seguida descritos – não sabe i) se, e quais, as empresas municipais de que o concelho estará dotado no próximo mandato autárquico: Rui Santos deu, apenas, como certo o fim da Vila Real Social, desejou o fim da Mervalque, todavia, não garantiu – e expressou a vontade da manutenção da Culturvalque, contudo, prognosticou difícil de alcançar; ii) se as (novas) piscinas municipais (a erguer) significarão, ou não, o fim do campo do Calvário e, concomitantemente, se poderão caber em outro local da cidade (e com o mesmo modo de financiamento). O mesmo é dizer, igualmente, se o S.C.Vila Real – e os seus adeptos – poderão esperar um regresso do clube ao centro da cidade, algo que tantos gostariam de ver suceder (o mesmo é dizer, ainda, que futuro para o Monte da Forca, o que dele se espera, que Plano Desportivo para o Município?). Manifestou o candidato à autarquia o desejo – uma vez mais, o desejo – de que as piscinas não se façam no Calvário, mas não o garantiu; iii) qual o modelo de agregação de freguesias pretendido pelo PS, em vez daquele que foi gizado pela actual maioria? Explicou bem, Rui Santos, o procedimento que deveria ter sido prosseguido e o tempo que deveria ter levado a concretizar-se; expôs, a meu ver de forma convincente, claros defeitos do desenho encontrado – maxime, vale da Campeã – mas, confrontado com qual seria o seu projecto relativamente a uma matéria que sempre gera erosão eleitoral, não apresentou o esboço; iv) o que será do Hotel do Parque? Naturalmente que os problemas jurídicos envolvidos – “o hotel do Parque é um mamarracho inacreditável; o meu desejo era implodir aquilo, mas não há condições financeiras”, afirmou o candidato - dificultam uma palavra definitiva sobre o tema, mas é um outro assunto em que a incógnita, na altura do voto, será total; v) do ponto de vista das questões sociais, propõe-se uma carta social que indique quais as necessidades de cada freguesia quanto a centros de dia, lares, apoios domiciliários. Ou seja, após o acto eleitoral é que se vai identificar as necessidades existentes neste domínio; vi) o candidato do PS, por sua iniciativa, disse que gostava de voltar a ter as corridas e que “se calhar” vai ser possível: “ainda podemos recuperar as corridas mesmo a um nível mais baixo, para depois se poder ter um nível mais elevado”, afirmou Rui Santos. Mais uma vez a expressão de uma vontade

Repita-se, de novo: muitas, diversas e justificadas serão, por certo, as razões que levam a que para todo este conjunto, vasto, de matérias não haja uma resposta clara e inequívoca quanto ao que será, efectivamente, o seu futuro, caso a lista em causa saia vencedora. Dir-se-ia adicionalmente: de que adiantam promessas – vide, corridas de Vila Real – que depois dão lugar a um vazio embaraçoso? Certo. Em todo o caso, não podemos deixar de nos interrogar se, pelo menos em alguns dos casos – da carta social para o concelho até à questão das piscinas municipais – não seria possível uma resposta preparada atempadamente. Mais: na candidatura autárquica apresentada pelo partido socialista, em Vila Real, há 8 anos, garantiu-se uma solução para o Hotel do Parque – as circunstâncias eram outras, os protagonistas também, com certeza que sim, mas não se evitou uma resposta esclarecedora sobre o tema.

Do ponto de vista comunicacional, de resto, creio que a candidatura então prosseguida mereceria atenção, na medida, precisamente, em que, evitando uma dispersão temática, assentou em um conjunto de três ou quatro eixos muito claros e que correspondiam, sem dúvida, a anseios das populações, nomeadamente a revitalização – com garantia da existência de novos investidores – do parque industrial local, o reactivar das corridas automobilísticas, uma solução garantida para o hotel do parque.

Não se ter ouvido, quando a taxa de desemprego no concelho é bem superior à média nacional, qualquer tipo de iniciativa a respeito do tema trabalho não deixou, a meu ver, de ser pecha importante na entrevista – muito embora, e como é evidente, uma entrevista esteja muito longe de poder esgotar a apresentação de um programa.

6-      Nota claramente positiva, de entre o que foi proposto, para o fim da Vila Real Social. Se durante os últimos anos, a denúncia da existência de rendas incompreensíveis e incomportáveis para o todo nacional foi uma realidade com que fomos convivendo quotidianamente, é preciso sublinhar devidamente quanto estas rendas – inadmissíveis e indecorosas – foram existindo a nível local, também. Se, como o candidato socialista destacou, o Tribunal de Contas indicou a necessidade do fim de tal empresa, há já 4 anos, torna-se inexplicável a sua manutenção até hoje.

7-      Associar o ícone do Palácio de Mateus a Vila Real para projectar a cidade, outra ideia lançada, que se espera desenvolvida e detalhada para se perceber melhor os ganhos para a capital transmontana.

8-      “É para mim inacreditável termos 13500 cidadãos do concelho, no séc.XXI, sem saneamento básico”, foi outra das afirmações produzidas e com as quais só se pode estar de acordo.

9-      Já a referência à hipótese de as funções hoje acometidas à Culturval passarem para a Câmara Municipal, implicarem uma situação difícil, porque, então, seria necessário, p.ex., “fazer um concurso público para saber se seria um concerto do Rui Veloso ou do Luis Represas” (sic), me deixou perplexo. Confesso que não só não consegui acompanhar o raciocínio, como, além disso, transpareceu uma ausência de perspectiva política sobre a cultura preocupante. A cultura não é uma área afastada do escrutínio público e político. Não é algo para deixar a técnicos. Releva, o tipo de programação cultural, de uma ideia de cidade. Esta subtracção não pode passar em claro. O “concurso” devia, antes, debruçar-se sobre se se pretende – para ficarmos na área musical, escolhida pelo candidato – uma continuidade de uma procura de chegar a um gosto médio, ou se, por exemplo, faria sentido uma outra aposta na música erudita, face ao entendimento que cada candidato tenha acerca do que é uma cidade educativa.

10-  No domínio formativo, se das festas da cidade não deverão ficar afastadas as marchas da cidade que, nos anos mais recentes, tinham sido um acquis de autêntica religação do – de todo o – concelho, sendo justa a crítica enunciada “à preguiça”(sic) que levou à não concretização das mesmas no presente ano, por outro lado, uma perspectiva crítica sobre tais festas – e sobre o significativo gasto com estas e com a eficácia, nomeadamente do ponto de vista do reforço das capacidades dos seus cidadãos, deste – não devia, de modo algum, limitar-se ao apontar da ausência de tais marchas, em Junho. Foi muito redutor o que se ouviu a esse respeito, nesta entrevista.

11-  Positiva a pretensão e o compromisso de escuta das populações, a ida às freguesias, antes da elaboração do – de cada - Orçamento Municipal, tal como a garantia de abertura – como a lei estipula – da documentação municipal a quem tenha a legitimidade para a requer (algo que, parecendo do domínio do óbvio, foi denunciado como problemático até ao momento).