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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Fraquezas e forças da Igreja


A fraqueza, na minha opinião, é o facto de pretender modernizar sem discernimento. É uma consideração muito geral, mas que resume bem a situação. Outra fragilidade - e isso toca-nos a nós - é o clericalismo rígido, a rigidez. Uma rigidez que se vê até nos jovens sacerdotes. Receiam o Evangelho e preferem o direito canónico. Enfim, isto é uma caricatura, mas, de qualquer forma...Existe também rigidez em certas expressões, quando o Senhor nos concedeu tanta alegria, tanta esperança! São essas duas fraquezas mais graves que lhe conheço: o clericalismo e a rigidez. (...) A verdadeira riqueza são os fracos. Os pequenos, os pobres, os doentes, aqueles que estão mal, moralmente enfraquecidos...As prostitutas que, porém, procuram Jesus e se deixam tocar por Jesus. Quando fui a África, havia dezasseis prostitutas que trabalhavam com um grupo de freiras que as ajudavam a sair do tráfico humano. Reside aí a riqueza da Igreja: nos pecadores. Porquê? Porque, quando uma pessoa se sente pecadora, pede perdão e, ao fazê-lo, faz uma ponte. E lança-se uma ponte! (...) Os dois pilares da nossa fé, das nossas riquezas: as Bem-Aventuranças e Mateus; o preceito segundo o qual seremos julgados: está aí a nossa riqueza. É aí que devemos procurá-la. Vai dizer que sou um papa demasiado simplista! [risos] Mas graças a Deus...

Papa Francisco, em entrevista a Dominique Wolton, Um futuro de fé, Planeta, 2018, pp.49-50.