"Ninguém escolhe o país em que nasce: mas decidir ficar é um acto de amor. E de vontade de reinventar novos futuros", Adriano Moreira, 'Da Utopia à fronteira da pobreza'
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domingo, 26 de agosto de 2018
terça-feira, 15 de março de 2016
Cruz
No dia em que Joseph Weiler esteve na Gulbenkian, em conferência, a convite da UCP, sobre "O Julgamento de Jesus" [bem gostaria de ter assistido, mas não teve transmissão online], recupero um vídeo que me parece muito interessante, do Professor de Direito, quando este interveio, decisivamente, no caso da presença da cruz nas salas de aula italianas, a quando do célebre caso Lautsi vs Itália (que estudei um bocadinho para a tese). Num inglês acessível, a sua alegação no Tribunal Europeu - lá onde pergunta se é razoável que um cristão, um judeu ou muçulmano, em encontrando, numa sala de aula, uma fotografia da rainha, reivindique que tal viola o princípio da laicidade, na medida em que a rainha é, simultâneamente, política e líder da Igreja Anglicana; ou se passa pela cabeça de alguém retirar, do Preâmbulo da Constituição Alemã, a referência a Deus; ou o mesmo se diga, quanto a Jesus Cristo, na Constituição Irlandesa; mais: milhares e milhares dos que cantam "God save the Queen" não acreditam em Deus - e todavia, em todos estes casos, mesmo não crentes consideram o hino, a rainha, a constituição, outros símbolos provenientes de tradições religiosas - e a História da Europa é a que é - nacionais. Têm ressonância religiosa tais símbolos? Sim, têm; mas são entendidos como símbolos nacionais. E, em realidade, se na tradição da Revolução Francesa, a religião deve ser remetida para o espaço privado, países como Grécia ou Malta não são estados laicos. A tradição de relação com a laicidade, em diferentes povos e estados, não deve ter uma interpretação unívoca; deve respeitar-se a diversidade de tradições e interpretações a este respeito, pelo que o tribunal europeu não deve impôr uma interpretação (uniforme). Uma posição que acabou por lograr vencimento.
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Condição feminina
Face à precaridade imperante e à desigualdade salarial, muitas mulheres preferem refugiar-se na família e na descendência. À falta de um posto de trabalho formidável, muitas centram-se na procriação. Para quê matar-se a trabalhar por um salário ínfimo quando existe uma alternativa mais apetecível? Frente a um mundo laboral que as trata como lenços descartáveis, o cometimento de criar um filho feliz e inteligente resulta mais apaixonante. Hoje, para muitas mulheres, ter um filho é como criar uma obra-prima (...) O novo feminismo, em lugar de nos incitar a viver como os homens, prefere sublinhar os nossos particularismos. Especialmente a maternidade, mas também o pacifismo, a proximidade com a natureza ou a atenção aos outros. Esse modelo filosófico-feminista que surge nos anos oitenta encontrou uma audiência muito considerável entre as mulheres das classes favorecidas (...) Consideram que o feminismo de Beauvoir foi demasiado viril, o que posso entender, porque negou a feminidade. Mas não aceito que falem da mulher como uma pessoa com mais aptidão a dedicar-se aos outros, mais empática ante a dor ou mais generosa do que um homem. Aqueles que acreditam que a mulher emendará o que o homem fez mal e criará uma espécie de nirvana feminino, equivocam-se. Esquecem que os nossos comportamentos são muito parecidos (...) É uma absurdidade contrária à realidade. As mulheres são capazes de fazer tudo o que um homem faz, incluindo o pior imaginável, como a violência ou o terrorismo (...) O que mudou [quanto ao uso do véu por mulheres muçulmanas em França] desde 1989 foi a chegada do salafismo ao território francês. Há duas décadas não havia nem uma mulher com véu em França. Os muçulmanos franceses não sabiam sequer o que era a burka. Produziu-se um trabalho de proselitismo inimaginável nos banlieues, que começa nos imãs mas vai além deles. A classe política não o quis ver, porque constitui um tabu, mas o tempo demonstrou que a sua expansão era sintomática de um combate contra o laicismo (...) Pelo menos, começamos a abrir os olhos sobre o facto de o islamismo, inclusive quando minoritário, pode ter efeitos espantosos. O islão deve poder ocupar todo o seu lugar na sociedade francesa, mas o islamismo tem que ser combatido sem piedade.
Élisabeth Badinter, filósofa, entrevistada, no âmbito das Conversas com futuro, por Álex Vicente, no suplemento Ideas, pp.8-9, ElPais, 16/08/2015.
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quinta-feira, 9 de julho de 2015
Uma tese (II)
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1.
Entre secularidade e laicidade, definições e
declinações
Precisemos
os termos, concretizemos conceitos, historiemos o modo como irromperam na
história e os codificámos em diccionários. Como deles se apoderaram os humanos
que, com eles e por eles, lutaram – desfigurando-os, com certeza, também.
Decisivo
em qualquer diálogo, conhecermos do que falamos quando apelamos a um código,
sobretudo se ele recobre realidades que são quase sempre descritas de modo não
isento de controversão.
Incidindo,
o capítulo inicial deste trabalho, na busca de iluminar nossa época, através do
recurso a uma chave interpretativa como a da secularização, importa,
imediatamente, desocultar-lhe significados, sentidos, conhecer-lhe a
genealogia, modos de concretização, discursos e ideias (ou ideologias) que com
ela vão. Há toda uma semântica a explorar – a precisar –, sabendo-se, aliás,
como sabemos, que conceitos como “secularização” ou “laicidade” – talvez os
exemplos por antonomásia, neste campo – são agitados com assiduidade nos
diálogos que permeiam as cidades. Partiremos, pois, de modo minucioso, neste
instante – referenciando, de perto, em este âmbito, a lição do Professor
Fernando Catroga – no encalce de uma completa dilucidação de palavras-chave
deste quartel do século XXI.
1.1. Da
semântica da secularização
Sendo a secularização,
segundo Giacomo Marramao, um dos principais topos
do debate político, ético e filosófico contemporâneo[1], esta,
enquanto vocábulo, parece derivar, etimologicamente, de saeculum (de secus ou sexus) e conectar-se, de um modo ainda
não totalmente explorado, a expressões como sexo, geração, idade do homem, tempo de
governo, duração da vida, período máximo de cem anos, etc., e,
outrossim, surgir, enquanto conceito, da confluência de várias tradições, a
saber: a que resulta do diálogo entre herança greco-romana e o cristianismo
(plasmada no direito canónico que separa o clero dos fiéis seculares, ou
leigos); a que se impõe pela diferenciação entre o domínio político e o
espiritual, fundada em argumentos de índole jurídico-política; a que se baseará
em asserções historicistas e beba, directamente, no legado da Revolução
Francesa. Claro está que o que aqui, em termos teoréticos, em esta
contextualização, se delineia de modo claro e distinto “frequentemente se
miscigenou nas suas histórias específicas”[2].
Em um conspecto
cronológico, observaremos que o termo “secularizar” terá sido cunhado, em 1586,
em um ensaio teológico-literário de Pierre Crespet e, ainda, nos escritos de
Jean Papon e Pierre Grégoire “para qualificar a mudança do estado de clérigo
regular para o de secular”[3],
enquanto a palavra “secularização” terá surgido, em 1559, “aplicada ao arresto
de bens da Igreja por parte da coroa”[4],
alcançando especial eco após o duque de Longueville, enviado francês, no final
da Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), às negociações da Paz de Vestefália, o
ter utilizado como sinónimo da pactada transferência de terras episcopais para
mãos régias.
Já no século XIX,
poderemos assinalar que a entrada para “secularização”, no dicionário inglês de
Oxford (1851), referenciava “uma moral que se devia basear no bem-estar da vida
presente, excluindo todo o critério tirado da crença”[5],
indício, claro, da oposição, já latente, entre o espiritual e o secular – como
universos implicitamente separados ou opostos -, sendo que a ideia de
progresso, muito presente à época, aplicada à natureza humana, fazia crer que a
um estádio de necessidade do religioso para regular a vida (pessoal/colectiva),
outro se sucederia impreterivelmente, em que a religião devia ser superada.
Este transcurso “não poderia deixar de começar por ser compreendido, sobretudo
do ponto de vista da Igreja Católica Romana, como uma agressão a direitos há
muito estabelecidos”[6].
Efectivamente, após a
influência, omnipresente, de religião, teologia, Igreja - característica da
Idade Média -, o Iluminismo empreende uma verdadeira revolução cultural – com a
filosofia e as ciências físicas[7] a já não
partirem de pressupostos dogmáticos e a historiografia a deixar de ser um ramo
da retórica e da ética, autonomizando-se por completo; o direito natural
fundando a tolerância religiosa e a liberdade de crença; emergindo ideias como
a de Estado de direito, ou a abolição dos privilégios de nobreza e clero a
generalizarem-se; revalorização do indivíduo e codificação dos direitos
naturais do Homem, confiando-os à protecção do Estado[8] -,
visando “libertar todo o pensamento humano das autoridades de que ele dependia
até aí”, minando-se o “cristianismo até aos alicerces”[9]. Para se
referir a esta problemática, e tendo em consideração a indelével marca cristã
que, durante cerca de dois milénios, se impôs a Ocidente, o sociólogo das
religiões Jean-Paul Willaime fala no fim da “cristianitude” (uma expressão de
Émile Poulat): “a ‘cristianitude’, quer dizer, esta formatação, esta forte
impregnação das estruturas socioculturais das sociedades ocidentais operada
pelo cristianismo, está desconstruída”[10]. Do que
se trata, bem entendido, não é apenas do “fim dos laços entre a política e o
cristianismo, mas também do fim das relações privilegiadas entre a cultura
englobante e o cristianismo”[11].
O processo de secularização, assim
manifestado, traduzir-se-á, em suma, por uma afastamento da sociedade em
relação à Igreja e por uma descristianização alargada: “alteração total da
cultura em todos os sectores da vida [que tende] a explicar o mundo de modo
imanente com todos os meios de conhecimento à nossa disposição e a ordenar
racionalmente a vida ao serviço de fins práticos universais”[12] (Ernst
Troeltsch). Se, originalmente, se concebe a secularização como a transferência
do património eclesiástico para os homens e os Estados, a fim de que lhes
dessem um uso profano, todavia buscar-se-á, bem mais fundamentalmente, subtrair
ao religioso, à Igreja, à teologia
“todos
os sectores importantes da vida humana – ciências, economia, política, direito,
Estado, cultura, educação, medicina, assistência social -, para os confiar à
responsabilidade e à disposição directas do homem, de ora avante ele próprio
racional, maior, ‘secular’, profano. O mundo humano tornava-se assim, por seu
turno, um mundo profano, ‘secularizado’”[13].
Por outro lado, a
exigência de emancipação, colocada, pela Ilustração, ao humano como obrigação
indeclinável, implicava, agora, não apenas que o filho se libertasse da tutela do pai, ou o escravo do amo, mas
que todos os humanos se autodeterminassem, em vez de se deixarem resolver e,
muito especialmente, veio a adquirir o significado de recusa de uma obediência
cega face a um poder não legitimado.
Em um horizonte
historicamente mais amplo, registava-se que
“no
decurso de um processo de ‘desmitificação’ complexo que se estenderá ao longo
de séculos (…) o homem chega assim a tomar o poder sobre si mesmo: as
experiências, os conhecimentos, as ideias originariamente procedentes da fé
cristã (…) estão de ora avante postos à disposição da razão humana. Os
diferentes sectores da vida são cada vez menos percebidos e ordenados a partir
de um mundo de cima. São compreendidos em si mesmos, explicados a partir das suas
próprias leis imanentes”[14].
Discípulo do socialista
utópico Robert Owen, Jacob Holyoake cria, em 1846, a London Secular Society em prol da luta contra os poderes temporais
da religião e em favor da secularização, chegando, em esse contexto, a forjar
uma nova expressão – que é todo um programa ou ideologia: o “secularismo”, isto
é, a (imposição e o inculcar de uma) interpretação e regulação da vida
“prescindindo tanto de Deus como da religião”[15]. Em
suma,
“não
se errará muito se se defender que o conceito de secularização passou a conotar
a perda, nas sociedades modernas ocidentalizadas, da posição-chave que a
religião institucionalizada ocupava na produção e na reprodução do elo social e
na atribuição de sentido”[16].
No século XX, porém, a
questão da secularização passa, ainda, por “uma tentativa particular de
compreensão da história Moderna, a partir da qual esta deveria ser entendida
por referência a uma era anterior marcada por uma cultura cristã que,
entretanto, se tornara problemática”[17], quer
dizer, na caracterização da história moderna a partir da história do
cristianismo, essencialmente contrapondo-se, a uma representação circular
(pagã) da história, uma outra, linear[18],
fundada na ideia cristã da encarnação de Deus e na marcha da história para a
sua consumação futura: “queríamos com isso dizer nada mais nada menos que não é
a tradição clássica, mas a tradição bíblica que inaugurou a visão do futuro
enquanto horizonte de uma plenitude de sentido adveniente – primeiro para além,
e finalmente dentro da existência histórica”[19] (Karl
Lowith). Em esta leitura, a modernidade radicalizaria uma tendência que se
encontrava no cristianismo:
“uma
tal secularização consistiria, no essencial, numa imanentização histórica do
fim da História: se o cristianismo ainda se teria de caracterizar a partir da
alusão a um Reino de Deus que permaneceria transcendente à História, a
modernidade basear-se-ia numa secularização deste mesmo Reino através da
concepção da história como um percurso linear, imanente ao qual se encontraria
um final que constituiria a sua redenção e sentido”[20].
Para Eric Voegelin, a
secularização em causa não é, exclusivamente, da visão cristã da história, mas
contém elementos, inclusive, da “hybris gnóstica pela qual se procuraria –
anulando a salvação trazida pela transcendência, ou seja, nesse sentido,
assassinando Deus – atribuir ao homem as condições da sua própria salvação”[21].
Diversamente das
interpretações vindas de concatenar, Hans Blumenberg recusa a perspectiva da
modernidade como derivação do cristianismo e sustenta a “auto-afirmação” desta:
a modernidade representaria a definitiva ultrapassagem da gnose,
completando-se, com ela, o labor que o cristianismo ortodoxo deixara por
finalizar.
[1] Apud. Fernando CATROGA, Entre deuses e césares. Secularização, laicidade e religião civil,
Almedina, Lisboa, 2010, 47.
As citações traduzidas para português, a partir de obras escritas em outras
línguas, presentes em este trabalho, são da minha responsabilidade.
[2] Ibidem, 49. A teorização da origem tradicional do conceito
“secularização” deve-se a Reinhart Koselleck.
[3] Ibidem, 56.
[4] Ibidem.
[5] Ibidem, 60.
[6] Alexandre SÁ, Da teologia política à secularização…und
zuruck, in José ROSA (org.), Da
autonomia do político. Entre a Idade
Média e a Modernidade, Documenta, Lisboa, 2012, 326.
[7] Jean d’ORMESSON, O mundo é uma coisa estranha, afinal,
Guerra e Paz, Lisboa, 2015, 58: “Laplace (…) apresenta a Napoleão a sua Mecânica Celeste, inspirada nos
trabalhos de Newton (…) O imperador comenta que Deus não aparece em lado algum
do seu sistema do mundo. Sire –
respondeu Laplace -, Deus é uma hipótese que julguei poder descartar”.
[8] Hans KUNG, O cristianismo. Essência e história, Temas e Debates/Círculo de
Leitores, Lisboa, 2012, 633.
[9]Segundo Hans Kung, “os
fundamentos longínquos deste processo de secularização e de emancipação haviam
sido lançados (…) na Alta Idade Média. Tomás de Aquino, com a ajuda de
Aristóteles, reconhecera uma autonomia – limitada, decerto, mas real – à razão
perante a fé, à natureza perante a graça, à filosofia perante a teologia, ao
Estado perante a Igreja. Esta construção em dois andares – o natural e o
sobrenatural -, muito frágil, já fora abalada por um humanismo não ascético e
um Renascimento que desfrutava das alegrias cá na terra, sublinhando, em
especial, de forma inédita e invocativa da Antiguidade, a parte humana e a
autonomia da cultura (arte, literatura). No entanto – para grande escândalo,
mais tarde, de espíritos laicos da qualidade de Nietzsche -, a Reforma de
Lutero (depois a Contrarreforma) contrariara semelhante evolução, antes de ela
ressurgir no século XVII (…) como fé (…) na razão”, in O cristianismo…, 632.
[10] Jean-Paul WILLAIME, As condições socioculturais da religião na
ultramodernidade contemporânea, in Anselmo BORGES (coord.), Deus ainda tem futuro?, Gradiva, Lisboa,
2014, 33.
[11] Ibidem. Sobre a perda que representa a ignorância da sintaxe
cristã, assim se expressa o grande intelectual europeu Claudio Magris, em
Claudio MAGRIS, A história não acabou,
Quetzal, Lisboa, 2011, 79: “Em
Itália e também noutros países multidões devotas e fervorosas enchem de vez em
quando as praças e grandes ocasiões rituais despertam o momentâneo interesse da
gente e dos média, mas as igrejas dia a dia se esvaziam, sacramentos como o
baptismo e o matrimónio religioso caem cada vez mais em desuso, e sobretudo desaparece a cultura cristã e
católica, o conhecimento elementar dos fundamentos da religião e inclusivamente
as mais clássicas passagens e personagens evangélicas, como se pode constatar
frequentando os estudantes universitários. Trata-se de uma grave mutilação para todos, crentes e não crentes, porque
essa cultura cristã é uma das grandes gramáticas e sintaxes que permitem ler,
ordenar e organizar o mundo, ditar o seu sentido e valores, orientar-se no meio
da feroz e insidiosa balbúrdia do viver”.
[12] Apud. Ibidem.
[13] Ibidem.
[14] Ibidem, 633.
[15] Fernando CATROGA, Entre deuses…, 60-61.
[16] Ibidem, 62.
[17] Alexandre SÁ, Da teologia política…, 327.
[18] Cf. Ibidem, 329. Se o teólogo Óscar Cullman perfilha a visão de uma
separação radical entre concepção circular pagã da história e concepção linear
cristã da mesma, já um autor como Sandro Mazzarino a contesta.
[19] Apud. Alexandre SÁ, Da teologia política..., 328.
[20] Ibidem, 328-329.
[21] Ibidem, 330.
domingo, 16 de novembro de 2014
O sujeito subentendido
O livro chama-se Da autonomia do político - entre a Idade Média e a Modernidade. E, claro, a gente percebe logo o sujeito subentendido: o religioso (da autonomia da política face ao). Ou não fosse a tese sobre a secularização.
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