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domingo, 19 de março de 2017

Notas dos jornais


1.O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, "filosoficamente" está de acordo com a ideia, "perturbadora e interessante" da renda básica universal, mas "na prática" identifica "mais riscos" do que vantagens: menor propensão ao risco, e um olhar nada agradável para os beneficiários dessa medida. Para o governante, em (mini) entrevista, hoje, ao Público, não é grande ideia taxar robôs, porque a inovação pode ficar em causa, e as previsões de perda de postos de trabalho, em função da automação, não consegue (não conseguirão) integrar empregos que virão a ser criados. Estes, advirão da quarta revolução industrial, desta vez mais benéfica aos interesses nacionais, pois não são necessárias matérias-primas, ou outras condicionantes exógenas à nossa vontade ou valor. Vieira da Silva, um optimista sobre o futuro do emprego e de Portugal, "filosoficamente" à esquerda, mas na prática...muito longe de Benoit Hamon (pelo menos!).

2. 20 a 25% é quanto fontes parlamentares do PSD, que o SOL ouviu (e não é indiferente o jornal que ouviu as fontes parlamentares em causa), julgam como patamar mínimo para Teresa Leal Coelho, em Lisboa. Jorge Coelho, com cara de póquer, disse na Quadratura do Círculo, na passada quinta-feira que se tratava de "uma excelente escolha". Em centenas de edições em que participou, neste programa, foi a única vez que Jorge Coelho teve graça.   

3.A entrevista de Assunção Cristas, na passada segunda e terça-feira ao Público, caiu como uma bomba à direita: a ex-ministra estava na praia, recebeu um sms de María Luis Albuquerque e foi ao mail dar o ok à resolução do BES (estranha forma de governar e participar nas decisões do governo); em Conselho de Ministros, os assuntos da banca não foram tratados; ninguém no CDS-PP ficou choroso com a saída de Paulo Portas que, aliás, "não fez tanto" trabalho como Cristas tem feito nos dossiers levados ao Parlamento e, se quiser ser candidato a PR terá que "mudar de vida"; Passos não aceitou uma coligação a Lisboa, porque pensava que o Governo da República ia cair quanto antes; o livro de Cavaco está em lista de espera, e "não é uma prioridade", pois têm muito pouco tempo para ler e antes das memórias do ex-Presidente há "livros de literatura" a que dar vazão. Durante a semana, as opiniões dividiram-se: ou uma loba feroz na liderança do CDS-PP, ou uma ingénua. São José Almeida, no Público, acha que foi a entrevista da emancipação de Cristas, mas "não se sabe a que preço". O Sol garante que se o ambiente com o PSD era frio, depois destas considerações gelou.

4.Bem mais acutilante a (primeira parte da) entrevista a Cavaco Silva, feita pelo Público, do que aquela que havia sido realizada por Vítor Gonçalves, na RTP. Dominando melhor o dossier das escutas que, aliás, deu à estampa no jornal onde ainda se encontra, a entrevistadora provou que a haver criação de um facto político, ele só poderia ter vindo, então, da casa civil da presidência. Um caso para o qual não há boas explicações, nem nunca haverá. No resto, Cavaco regista que apesar da incompreensão do povo para o caso, "um dos maiores contributos" que deu ao país prendeu-se com "o estatuto político-administrativo dos Açores". Nessa altura, "é que se vê a fibra de um político", para a mais face "à cobardia" nunca vista, nem sonhada, dos "deputados". Além disso, a sua ação foi determinante para o fim da megalomania do aeroporto na OTA, que não se justificava, como sabia o ex-PR depois de ter estudado tudo o que havia sido publicado, pelos peritos, sobre a matéria. Como erro, não ter colocado condições para empossar Sócrates num segundo mandato, o que fez com que este abordasse, sem vontade de coligação, os demais parceiros partidários. 
Tendo saído, mesmo com crispação final, com um grande capital político como PM, Cavaco saiu bastante contundido de Belém. 

5. O despacho da Procuradora-geral da República indica que as pistas iniciais para que a investigação da Operação Marquês apontava não foram abandonadas. A ideia de que se começou com uma suspeita, que deu lugar à seguinte e desaguou em uma que nada tinha a ver com a inicial encontra-se, no despacho, desmentida. 

6. Não se entende como um formalista como Jorge Sampaio decide falar de um ex-PM como "o Santana Lopes" e  utilizar uma expressão com displicência como "fartei-me dele". Definitivamente, o tempo dos "institucionalistas" já era.

7. Sobre o nosso futuro transhumano, as notas de Anselmo Borges, no DN, ao livro de Luc Ferry: "http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/anselmo-borges/interior/transhumanismo-e-pos-humanismo-1-5730228.html"

8. Pau-Marí Klose, no ELPAIS, e os modos de viabilizar o Estado de Bem-Estar: a necessidade de pré-distribuição.