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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

DESIGUALDADE (VII)


Em 2013, de acordo com a lista de multimilionários da revista Forbes, havia 1426 indivíduos no mundo cujo património líquido era igual  ou superior a mil milhões de dólares. Este grupo pequeno e selecto, juntamente com os seus familiares, representa um centésimo de um centésimo de 1 por cento da população mundial. O seu património total está estimado em 5,4 biliões de dólares. Segundo um relatório de 2013 do Credit Suisse (...), a riqueza do mundo está estimada em 241 biliões de dólares. O que significa que este grupo incrivelmente ínfimo de indivíduos e as suas famílias controlam cerca de 2 por cento da riqueza mundial ou, dito de outra forma, o dobro de toda a riqueza existente em África.

Branko Milanovic, A desigualdade no mundo, Actual, 2017, p.52

terça-feira, 31 de outubro de 2017

DESIGUALDADE (II)


[Nesta obra documentam-se três grandes fenómenos do último quarto de século] (1) a ascensão daquilo a que se pode chamar a «classe média mundial», estando a maior parte situada na China e noutros países da «Ásia renascida»; (2) a estagnação dos grupos no mundo rico que se encontram numa boa situação financeira a nível mundial, mas que, a nível nacional, se inserem na classe média ou média baixa e (3) o surgimento de uma plutocracia mundial.

Branko Milanovic, A desigualdade no mundo, p.15