"Ninguém escolhe o país em que nasce: mas decidir ficar é um acto de amor. E de vontade de reinventar novos futuros", Adriano Moreira, 'Da Utopia à fronteira da pobreza'
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segunda-feira, 15 de outubro de 2018
sexta-feira, 21 de setembro de 2018
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Avaliar
Interrogações (que me são) muito úteis, nesta altura do ano.
Ensaio
de uma síntese – para Formas de ensinar, formas de avaliar, de Luiza Cortesão
De
que realidade(s) damos nota/registo quando procedemos à avaliação? Que tipo de
avaliação (formas de avaliar) será mais apta a descrever o tipo de realidades
que, com ela, pretendo assinalar? A avaliação pode ser concebida,
exclusivamente, como retrato/fotografia que, de modo mais ou menos
asséptico, pretendo fixar, face a um conjunto de - desempenhos de -
subjectividades, num dado espaço-tempo? Ou esta, a avaliação, mais do que um
fim em si mesma, mais do que neutra ou técnica, deverá ser um instrumento com o
qual intento, em um plano coerente, complexo e articulado, contribuir para a
melhoria do desempenho do avaliado? Que formas de avaliação melhor
corresponderão ao desiderato correspondente à ideia de avaliação, mais, no caso
escolar, à concepção de escola
atinente a cada uma das (duas) interrogações precedentes? E, em particular,
assomará à consciência dos docentes este radical,
esta perspectiva crítica sobre o que a avaliação poderá ser, o que a esta
subjaz e, nesse medida, agem (os professores) consequentemente na opção por um
dado tipo de avaliação, ou combinação de (diversas) formas de avaliar, visando,
ao fim e ao cabo, atingir uma dada teleologia que estabelecem como preferível
(a assacar ao acto de avaliar) e participam, construtiva e densamente, no
processo educativo?
Este
importante acervo de indagações, colhidas a partir da leitura/reflexão do
ensaio Formas de ensinar, formas de
avaliar, de Luiza Cortesão, inserto na publicação Avaliação das aprendizagens – das concepções às práticas, parte de
uma constatação que o texto sub judice
de imediato identifica: a avaliação traduz a distância a que o avaliado ficou
da meta definida como desejável. O resultado pode ser desvelado quer
recorrendo-se a uma pauta numérica (entre nós, 1-5 ou 0-20), quer revestindo
uma expressão qualitativa, comunicada oralmente, ou por escrito (“Muito bem”,
“Parabéns”, “Conseguiste”, “Deves esforçar-te mais”, etc.). Ou, adicionalmente,
com a atribuição de graus de aprovação (“Satisfaz”, “Muito Bom”, etc.).
Estamos, aqui, em todo o caso, no domínio da avaliação sumativa.
(cont.)
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