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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

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Adenda: "O direito à denúncia de situações pouco claras, imorais e até ilícitas é inalienável. Próprio das democracias. Fingir que não se passa nada é que não é. O silêncio das pazes podres só interessa a quem delas tira proveito" (André Pipa, ABola, 27-09-2017, p.37)

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Extremismo, não é?


"Leninistas", "Chavez", "Venezuela", "Che Guevara". Foi o que lemos, o surreal e o ridículo nunca são suficientes, nos últimos dias, a propósito de uma medida fiscal, sobre o património imobiliário, entre 500 mil euros e 1 milhão de euros, a apresentar por este Governo. Gosta de insulto político? Excitou-se com todo este punch? Vibrou com os slogans vazios? Pois, se assim foi, há boas notícias. Soube-se esta quinta-feira que Portugal foi o país da OCDE em que o agravamento fiscal maior foi para os salários mais baixos, de 2014 para 2015.  Note-se bem: "o". Não "um". Em mais de 20 países. Portanto, prepare as pupilas gustativas: se foi um frenesim, uma agitação, uma emoção, um chorrilho, uma catadupa de adjectivação grossa e traulitada, com a referida taxa de 1% a criar para o referido património - sem obliterar os seus riscos, em post anterior identificados, esta medida levou, no entanto, alguns comentadores a dizerem, contas feitas nas últimas horas, que o problema não seria o do número de afectados com a proposta, mas a injustiça, ela mesma, em causa; outros, garantiram que se a classe média não fosse tributada com esta medida, seria, certamente, no Orçamento de Estado de 2017 ou 2018 (!) (se não foste tu, foi o teu primo) - imagina-se o que não sairá de tanta sensibilidade e tanta pena à disposição, o que não será dito, o que não se escreverá nas próximas horas e dias sobre a notícia da incidência fiscal nos baixos salários. Ninguém acredita que tamanha paixão pela justiça, e sobretudo tamanhos apaixonados, seja(m) desperdiçada/desperdiçados (sem os teclados serem bem premidos). Força.