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terça-feira, 16 de maio de 2017

Umbilical


Maldade

Por que motivo há lágrimas nos teus olhos, meu filho?
Que maus que são aqueles que te ralham por tudo e por nada!
Enquanto estavas escrevendo, manchaste os dedos e a cara com tinta - será por isso que eles te chamam sujo?
Por Deus! Atrever-se-ão eles a chamar trapalhona à lua cheia por ela ter coberto a sua face com tinta negra?

Pela mais pequena coisa te censuram! Eles estão sempre
prontos a encontrar faltas naquilo que fazes.
Enquanto brincavas, rasgaste a tua roupinha - será por isso que eles te chamam descuidado?
Por Deus! Que dirão eles da manhã de Outono que sorri por detrás de nuvens esfarrapadas?

Mas, meu pequenino, não faças caso do que eles estão
sempre a lançar-te à cara!
Que bem contadas que eles têm as tuas faltas!
Toda a gente sabe como tu gostas de coisas doces -
será por isso que eles te chamam guloso?
Por Deus! O que não dirão eles de nós que gostamos
tanto de ti!

Rabindranath Tagore, A voz da mãe dava sentido às estrelas, Assírio e Alvim, 2017, p.29

sábado, 5 de julho de 2014

Ternura


A carta que a mãe de Luis Sá envia a Adriano Moreira agradecendo o amparo, a generosidade com o filho na gesta académica. E, no entanto, A.Moreira escolhera o júri mais à direita possível, para as provas de mestrado de L.Sá (para que dúvidas não houvesse da isenção no tratamento do futuro professor universitário). No Por outro lado (2002), de onde há dias colhi esta história, Ana Sousa Dias confessara-se surpreendida com o A.Moreira que reflectia sobre as mudanças trazidas pelos Beatles, elevando-o a "figura enigmática e misteriosa", para uma geração que se habituara a vê-lo de um outro lado de uma batalha.