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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

A notícia da semana



A nota muito positiva da semana prende-se, claramente, com a notícia da diminuição da percentagem da população portuguesa em chamado, eufemisticamente diga-se, risco de pobreza (isto é, cidadãos que vivem com menos de 468€ mês). E, bem assim, verificou-se a diminuição de desigualdades de rendimentos na nossa sociedade. Os números traduzem realidades bem concretas: trata-se de quase 100 mil pessoas que saíram da pobreza. De entre estas, algumas são trabalhadoras, isto é, diminuiu, embora longe do desejável, o número de pessoas que ainda que trabalhando, apesar, pois, de terem emprego, são pobres. Veremos, nos próximos anos, se se trata, aqui, de algo estrutural ou, se, em breve, se regressa aos quase dois milhões de pobres que o país tem ao longo de vários anos (e, antes de transferências sociais, cerca de 4 milhões até). Ou ainda, agora que neste âmbito se obtiveram os melhores resultados desde 2003, há uma ambição de uma maior redução de pessoas nestas condições, o que passa, necessariamente, por uma economia dinâmica, capaz de gerar emprego - e emprego que incorpore uma produtividade susceptível de gerar salários menos e condições de vida menos precárias. O investimento vem aumentando, mas necessita de ser incrementado. As exportações diminuem e o Brexit ameaça um impacto na economia portuguesa não negligenciável. Das estratégias dos diferentes partidos para que a economia possa manter ou acelerar os seus índices se fará muito do debate para as legislativas do próximo ano. Sempre, e de qualquer forma, conhecendo-se que sucessos e insucessos económicos extravasam a pura engenharia de medidas políticas. E sem nunca esquecer que desta melhoria que se observou – sobretudo muito palpável nas famílias numerosas - ficaram de fora os idosos, cuja situação até piorou. O que pensam fazer, que medidas tomar, os nossos partidos para melhorar a situação, desde logo material, dos idosos?


*Notícia do Públicoaqui.